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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

PINTURAS DE FIGURAS 2 - OS PINCEIS E AS TINTAS (ACRÍLICAS)


Antes de começar a falar das tintas, vamos passar rapidamente pelos pinceis. Quais usar? Que marca? Acho que isso vocês vão ter que ir atrás depois, pois há muitos gostos e técnicas em questão. Vamos começar pelo mais simples então? Ok, vamos lá.

Basicamente vocês vão precisar de quatro pinceis: um muito fino para retocar mínimos detalhes, um “menos fino” para ainda os detalhes, um “mais ou menos” para “poucos detalhes” e um mais largo para cobrir maiores partes da roupa e base.

Entenderam? KKKK, deve ter ficado meio confuso, mas creiam, é isso mesmo. Vamos lá, eu explico. Se vocês forem numa loja mais especializada, ou mesmo que comprem pela internet (numa loja que ofereça suporte), eles vão explicar pra vocês. Basicamente um muito fino para sobrancelhas, olhos, pequenos riscos, um para riscos mais largos e assim por diante.

 Do menor para o maior, estes tamanhos são: 7/0 (também especificado 0000000), 6/0, 5/0, 4/0, 000, 00, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 25, 26, 28, 30. Os tamanhos 000 a 20 são os mais comuns. Quanto maior o número, mais pelos o pincel tem.(https://www.fazfacil.com.br/artesanato/pinceis-artisticos-tipos/)

Outra coisa é o material usado nas cerdas (que tem também nesse link acima). Eu, particularmente, tenho usado os pinceis da Tigre e Condor, por serem os que encontro aqui. Tive oportunidade de comprar os da Humbrol no Ebay (https://www.ebay.com/p/Humbrol-Hobby-Paint-Brushes-Sizes-000-0-2-4-Palpo-Sable-Brush-4-Pack-MIP/1637214039?iid=372407662500) e trazer através de uma amiga da Inglaterra. Penso que seriam bem bons também.




Agora vamos às tintas. O que vocês querem usar? Porque há muitas opções. Que tal as mais fáceis e baratas? Acrilex ou Corfix, ou mesmo outras que vocês encontram? Acrílicas, pra ficar ainda mais simples? Vamos lá.

Tenho usado as tintas acrílicas da Acrilex e Corfix pela facilidade de obter em bisnagas, o que facilita colocar pequenas gotas na paleta. São mais caras, mas rendem mais, 60 ml contra 37 ml do tubo com rosca.



Existem, obviamente, tintas acrílicas importadas bem melhores em alguns aspectos, e se puderem comprar dessas, bem melhor. O preço, porém, é salgado aqui no Brasil. Que eu conheça, as da Valejo e Revell são as mais fáceis de encontrar, embora existam outras, em outras partes do país, que possam ser mais fáceis de conseguir. A vantagem é que elas são produzidas para pintar figuras e modelos específicos.


Porque pintar com acrílicas? Porque é barato, e o resultado pode surpreender. Mas, tenham o cuidado de usar as foscas (minha opinião) e depois o verniz fosco por cima.

Toda tinta é igual? Não. Nem da mesma marca. Por vezes elas não cobrem adequadamente e pela experiência vocês verão o que fazer, se dão outra demão ou não, ou ainda usar um fundo de outra cor. Às vezes o efeito do “lavado”, quando a tinta não cobre bem, é mais legal.

Que verniz eu uso? Eu uso o fosco da  Corfix, um leitoso que parece cola “Tenaz”. Depois de seco ele fica transparente.


Abaixo, três momentos do 
antes, durante e depois do verniz.







Posso usar o verniz misturado  misturado com a tinta? Pode, e dá um excelente acabamento. No caso da tinta “Pele” da Acrilex, eu uso para não rachar. Custa um pouquinho mais para secar, mas é legal.

Bom, acho que isso esclarece algumas dúvidas por enquanto. No próximo post, detalhes sobre a pintura da peça, alguns esquemas de cores e a técnica do “wash”.

Links úteis:

terça-feira, 21 de agosto de 2018

PINTURAS DE FIGURAS 1 - PREPARAÇÃO

Várias pessoas tem me contactado afim de esclarecerem dúvidas sobre a pintura dos "bonequinhos". Por conta disso, resolvi fazer uma série de posts a respeito. Pensei mesmo em fazer um só, mas o assunto é um pouco complexo, e eu mesmo terei que pesquisar sobre algumas técnicas. Desculpem se não vou postar fotos detalhadas agora, pois ainda tenho que fazer algumas específicas, que irei adicionar no devido tempo. Também vou me ater as pinturas com tinta acrílica.
Comecemos então.

Seja nova ou usada, devemos lavar a figura para retirar ou o desmoldante (nova) ou sujeiras e até mesmo óleos, ou mesmo a pintura antiga. Basta colocar de molho no sabão em pó. Uns usam detergente, mas o bom e velho "OMO" contém soda cáustica, que dissolve tudo, até mesmo tinta. 

Vocês vão notar que algumas tintas amolecem com facilidade, principalmente as acrílicas. Mas eventualmente terão que usar um pouco de soda cáustica junto. Cuidado, é perigoso, pois ela pode queimar e irritar as vias respiratórias, portanto usem luvas e uma máscara. O tempo você tem que avaliar por si mesmo, pois vária bastante. Algumas tintas saem com a maior facilidade, como aquelas prateadas (cromados) e algumas figuras ou carrinhos. A tinta deve sair com facilidade usando uma escova de dentes mais dura. 

Além da soda cáustica vocês podem usar fluido hidráulico de freio. Tenham cuidado com as roupas, pois ele é corrosivo em boa parte dos tecidos. O tempo de imersão pode variar bastante e é preciso avaliarem isso também. Depois da tinta soltar, lavem as figuras em água com detergente ou com sabão em pó (ou líquido).

Agora que a figura está limpa, vamos prepará-la para o primer, que poderá ser automotivo (spray ou não) ou o que eu normalmente indico, da Corfix, por ser transparente. Esse Corfix é a base de solventes, como os automotivos.  "Ah, mas tem um da Acriléx." De boa, não uso. Ele deixa a figura boa pra pintar porque é branco opaco, mas é muito rugoso e parece sair com facilidade no plásticos P.E.T..

Primers da Corfix e Acrilex. 



Spray. Há diversas marcas e eu particularmente nunca usei. Vocês podem tirar dúvidas com um funileiro.




"Mas, e o material da figura? Todas vão primer?" Olha, pra essas de plástico P.E.T. eu uso esse da Corfix. Uso também para o P.V.C. e também já usei em chumbo, embora o específico para metal deva ser masi indicado. Já as figuras muito maleáveis ainda são um mistério pra mim. Teoricamente a tinta a ser utilizada seria a vinílica, bem tóxica e cara. Não cheguei nesse estágio ainda, mas vocês podem procurar no Facebook pelo "Maurício Restauro Falcon". Ele tem a manha.

Opa, espera aí. Eu falei que vamos preparar a figura para o primer e disse qual usar, mas ainda falta uma coisa importantíssima, arranhar a figura. Já vi alguns dizerem que usam lixa fina. Pah, chato de fazer. Eu prefiro uma escova de aço inóx ou latão, dessas de limpeza, que parecem escovas de dentes.
Uso ela com um pouco de pasta do tipo Jóia, Cristal ou seja lá que nome tenha dado ultimamente.
Penso ainda em fazer um tamborilador pra usar com areia fina (é tipo uma betoneira, usada para limpeza de cartuchos de armas de fogo) ou mais simples, um jato de areia caseiro (tem pra vender ou vídeos de como fazer no Youtube).

Escovas que se encontra facilmente em lojas populares. Dê preferencia pela inoxidáveis.

Pasta Cristal, para ajudar a arranhar as figuras.



Pronto. Agora você pode passar o primer. Mas antes, use uma base por baixo da base da figura. Pode ser um quadrado de madeira ou uma tampa de algo com fita dupla face unindo as duas peças. Ou pode ser um pedaço de madeira, com um raio de bike, cuja rosca vocês vão rosquear na base ou na figura, depois de fazer um furo com uma broca 2 mm (o raio deve ser 2 mm). Essa broca tem que ser manual, ok. Não use furadeira!


Furadeira Manual


Bom, é isso. Agora é espera secar bem e pintar. Se puder espera de um dia pro outro, parece ser melhor.

No próximo post falo sobre as tintas.

Obrigado.




segunda-feira, 25 de abril de 2016

MEUS SOLDADOS DULCOP E "SCOUTS" PARAGON

Aproveitei o feriado prolongado para ir ao campo e lá pintei algumas figuras Dulcop (Itália) e Paragon (USA). Diferente dos cowboys, que costumo pintar de marrom claro as bases, fiz uma pintura imitando relva. Incluí inclusive alguma flores na grama dos Paragon.
Essa técnica de pintar a base imitando relva é relativamente simples. Basta pintar a base de alguma cor terra, pintar algumas manchas marrons como se fossem pedras (podem ser cinzas, no caso de outro tipo de terreno), dar uns traços cinza claro e escuro, aqui e ali, bem juntos, e depois ir pacientemente dando pinceladas em estrela, afim de imitar um matinho com várias folhas. Pequenos traços com o pincel também dão a ilusão de pequenos tufos de vegetação.

Vista do Campo em Rancho Queimado-SC

Lote de figuras Dulcop (no centro e alto da foto) e Paragon. 

Guia apache, no centro.

A figura no meio da cena me lembrou o irmão do tenente coronel Cüster.

Detalhe dos soldados Dulcop.

Dulcop ao centro.

Dois guias Paragon.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A EVOLUÇÃO DAS MINHAS PINTURAS

O COMEÇO

Quando comecei a pintar, as tintas já haviam sido compradas três anos antes e minha coleção já estava completado uns 7 anos. Por tempos achei que nunca iria pintar figura alguma, pois me achava mesmo sem habilidade para isso. Quem me incentivou foi o Marco Leandro (www.mlantiguidades.com.br), a quem conhecia somente pela internet, das trocas de e-mail, até o dia em que fui a sua casa, lá em Esteio. Foi ele quem me levou para comprar as primeiras tintas.

A primeira figura que pintei, foi há cerca de três anos. Usei um cowboy da Jean Hoeffler, logo seguido de outros cowboys e índios. Foi assim, de primeira, sem nenhuma técnica, apenas caprichando nos contornos. As bases, normalmente verdes nas figuras pintadas de fábrica, pintei de marrom cor de areia do deserto, de poeira, pois faziam bem a transição de um solo para outro, ou do piso de areia de uma possível cidade cenário. As cores eram bem claras, básicas, e, na época, não usava lupa e minha visão já estava ficando ruim.


Dá pra notar pequenas falhas nas junções da bota com a calça ou com o piso.


Neste, pintado logo a seguir, há menos falhas.



Esta é do tempo em que comecei com a lupa, o que facilita os detalhes. Nessa época eu já precisava de óculos.

Depois de pouco tempo, comecei a pintar os olhos das figuras. Havia assistido um vídeo no youtube e isso facilitou a pintura. O vídeo ainda pode ser assistido em https://youtu.be/GIzxQP2XxlY. É de autoria de Dave Yongquist, que tem outros no Youtube, como esse https://youtu.be/XId1Mlxb5fM.
Logo eu estava pintando os olhinhos das figuras. Entretanto, nunca corrigi as primeiras.


Acima e abaixo, os primeiros índios com olhos, ambos da Jean Hoeffler.



AS CORES

Uma coisa que dava trabalho era misturar as primeiras tintas, que eu tinha nas cores primárias, basicamente. Assim, o marrom da pele dos índios era o marrom com branco, misturado no "olhômetro". Muitas figuras são mais claras ou mais escuras, dependendo da "fornada". A pele branca era uma trabalheira, porque não bastava ser clara, tinha que ser rosada, Mas bastava um marrom bem clarinho e uma pitada de vermelho. No começo pintava uma a uma, depois duas ou três. Levou tempo para pintar séries maiores, o que ocorreu quando troquei umas Austin Miniatures com o Rovilson Raimundo.


As primeiras tintas, da Mercur, numa figura Atlantic copiada pelo mestre Marco Leandro.
As Decorfix vieram logo depois na cores metálicas. Pretendo substituir por acrílicas normais, do tubo tipo pasta de dente ou por uma de melhor qualidade.


Figuras Austin. Perfeição.


Olhos de Anjo da Austin Miniatures, personagem de Clint Eastwood na trilogia de Sérgio Leone: Por Um Punhado de Dólares, Por uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito.


Cowboys Austin do Rovilson. Esses eu caprichei.

Com o passar do tempo, além de novas cores, novas tintas. As Mercur começaram a ser substituídas por Corfix, Decorfix e Acrilex. Gostaria de usar as Valejo (acrílicas), mas importá-las é chato e custoso. Vou passando bem aqui com as nacionais. 

CUSTOMIZAÇÃO

Como tenho muitas figuras repetidas, resguardei algumas das trocas para customizar. A figura abaixo é Jean Hoefler. Extraí o rifle e coloquei lança e escudo. depois foi pintar. Além dela tenho outras Gulliver que, com ajuda de um soprador térmico, dobrei membros para fazer novas poses.
Abri uma página no Facebook com o nome de Pintados a Mão e Personalizados (Hand Painted and Custom), onde podem ver outras pinturas e acompanhar outros pintores.


Índio da Jean Hoeffler.


Aqui com a lança e o escudo.


Depois de pronto.



A TÉCNICA SENDO APURADA

Mais tempo foi passando, e comecei a tentar dar uma "sujada" nas roupas. Precisava dar um pouquinho de realismo, então passei a fazer sombras com o marrom aguado e pincel fino. Aos olhos acrescentei os cílios, e sobrancelhas para dar expressão. Não exatamente nessa ordem. A sobrancelhas eram relativamente fáceis, mas os cílios, ah, esses ainda são  difíceis. É preciso um pincel 00, de preferência passado em tinta e seco, para afilar bem. Descobri recentemente os pinceis da Humbrol (https://youtu.be/YpSzU0SczeM), os quais pretendo adquirir algum dia desses.

Os detalhes sombreados ainda facilitam outro aspecto da pintura, a correção de defeitos nas junções das cores, de uma peça de roupa para outra, da roupa para a pele e outros. O marrom aguado dá ainda contornos aos dedos, que parecem mais separados. Apesar de ter começado a usar essa técnica sem ter aprendido com ninguém, ela é bastante usada. Veja em https://youtu.be/Qv5LkcIX3g8 .


Alguns índios eu não cubro com tinta, deixando na cor da peça, como esse Cherilea.


Cavalo Louco, da TSSD. A figura era cor de creme. Foi toda pintada. Nessa fase eu já começo a acrescentar detalhes como expressão no olhar e toques nas roupas.


Figura Pech-Hemanos já da fase com olhos com cílios e sobrancelhas.


Nem sempre predomina o cabelo preto. Esta figura Tim Mee tem o cabelo acinzentado.


Figura Pech-Hermanos com detalhes no olhos e sobrancelhas. Já aqui começam as bases com vegetação. Outra coisa que comecei a fazer foi dar tons mais escuros às roupas dos soldados.




Nas fotos acima e abaixo, as últimas pinturas em figuras TSSD em "poses casuais". Aqui começam os detalhes de roupas, com pequenos tracejados e desenhos.




Na mesma linha de "poses casuais" da TSSD, os soldados do Last Stand de Custer. Aqui as roupas são mais escuras, sendo as caças dos soldados em azul claro com um pouco de preto mal misturados.


Minhas últimas pinturas antes deste post. Cowboy Tim Mee e "garoto" desconhecido.

A PINTURA EM SI

Para pintar figuras plásticas e necessário limpar bem a peça lavando-a com detergente ou outro produto mais forte como a famosa "Kiboa" (água clorada). Em seguida arranhar bem com uma escova de aço. Eu não gosto de lixar porque levanta muitas farpas do plástico. Depois de seca pintar com um primer, cobrir com as tintas e verniz fosco. Com exceção do primer, tudo que uso é tinta acrílica. Porém, quando pinto sangue na peça uso acrílica brilhante por cima do verniz de acabamento.