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terça-feira, 25 de agosto de 2020

ARTES ORIGINAIS DOS CONJUNTOS DA GULLIVER BRINQUEDOS

Nosso amigo Eder Pegoraro, o Mister Blister, nos brinda cim essa fascinante história. Vale a pena ler ser relato e visitar sua página.

Agradeço também so Sidnei Eduardo Maneta, sempre descobrindi novos materiais.

https://saladejusticabr3.blogspot.com/2016/01/far-west-story-gulliver-as-artes.html?m=1

domingo, 9 de agosto de 2020

VAMOS PARA AS PLANÍCIES?

Com a colaboração do amigo Sidnei Eduardo Maneta, que tem uma pagina no Facebook dedicada a história do oeste americano.


https://www.facebook.com/groups/221703442108907/?ref=share




E AÍ! VAMOS PARA AS PLANÍCIES!

PROCURAMOS RECRUTAS

Para cavalgar com o tenente coronel George Armstrong

CUSTER

Soldo $13 dólares por mês

Para os homens alistados – posto de soldado raso serão pagos a cada dois meses.

Também procuramos

ARTESÃO DE COURO – FERREIRO - CORNETEIRO

CARREGADOR – COCHEIRO – TRATADOR DE CAVALOS

Também BATEDORES experientes nos territórios de Dakota e Montana. Soldo $16 dólares por mês.

A esplendida 7ª Cavalaria de Custer, parte da força expedicionária que agora está sendo formada sob o comando do General Alfred H. Terry, em preparação para seguir para o PAÍS INDÍGENA, nas proximidades dos rios Powder, Yellowstone, Rosebud e Little Big Horn. 

AVENTURA! EMOÇÃO! Que venham os corajosos! Os recrutas estarão montando em cavalos esplendidos, armados com espadas de qualidade, carabinas Springfield, e revólveres Colt.

A CAVALGADA DA SORTE DE CUSTER COM A SÉTIMA CAVALARIA!

Apresente-se pessoalmente no Forte Abraham Lincoln

Antes de 17 de maio de 1876

CAVALOS GULLIVER (1980-HOJE)

 A Gulliver produziu cópias das figuras da empresa italiana Atlantic, porém escolheu algumas poses de diversos conjuntos. No caso dos cavalos, o conjuntos da sétima cavalaria tinha 6 poses diferentes (cavalos azuis), e a Gulliver copiou apenas 2 poses, e dos cowboys do conjunto Stampede, que tinha duas poses e foi copiada apenas uma (cavalos bejes).

Texto de Sidnei Eduardo Maneta


segunda-feira, 20 de julho de 2020

FORTE APACHE GRANDE - 50 X 60 cm

Na última postagem apresentei para vocês o Forte Apache Grande que eu fiz com a casa elevada. Isso possibilitou que o estábulo ficasse embaixo. Depois disso fiz mais dois. Este das fotos a seguir é o terceiro.

Incluí neste um poço e um cocho, que faço agora como itens que sempre equiparão os meus fortes de hoje em diante, mesmo nos modelo mais simples. Um pequeno agrado que dá um toque a mais no conjunto.

A configuração e o tamanho permitem ainda mais duas casinhas, que poderiam ser então o alojamento dos soldados e uma cantina ou armazém.Faltaria a cadeia? Bom, essa podeira ser no estábulo, fechando parte dele, que sabe. 

Este, como tantos outros, foi feito com madeira reciclada. Cada pauzinho da paliçada é colado individualmente, depois reforçado com longarinas também colada e pregadas. Por enquanto estou ainda usando cola PVA (Acetado de Polivinila), a chamada Cola Branca para Madeira, mas pretendo substituir por PU (Poliuretano), por ser mais resistente e até resistente ou a prova d'água.

A estrutura agora é pré montada. A frente e o fundo são sessões em "C", o que as deixa pré estruturadas para encaixar as laterais. Ficam mais reforçadas e facilitam a montagem.

O forte é composto por uma estrutura retangular de 50 x 60 cm, uma casa elevada, um poço e cocho, além do mastro e cinco escadinhas.














segunda-feira, 15 de junho de 2020

Forte Apache para o Jeferson Dambros



Já estava com esse forte na cabeça há tempos, com essa casa de guarda de dois andares. Mas o máximo que saiu foi um pro Edimilson Veloso, lá do Rio Grande do Sul, com casa no centro do pátio.

Para esse modelo, basei-me em dois fortes, o da Gulliver de 1978 e 1979, e o da Airfix. O Gulliver tem as casinhas ao fundo, mas não assim suspensa. O Airfix já fica mais parecido.

Esse mede 50 x 60 centímetros e foi encomendado pelo Jeferson, de Curitiba, PR. Seria mais simples, mas aproveitei pra inventar um pouco e deixar “melhor que a encomenda “.

Espero que gostem.

Solon
48 998303664











segunda-feira, 30 de março de 2020

DANIEL BOONE E MINGO - COMANSI


Duas figuras da Comansi que consegui há tempos. Vieram em blisters com soldados, índios, cowboys e cavalos como m o nome de David Crockett, mas parecem msis Daniel Boone e Mingo, do seriado de televisão. Embora sejam muito maleáveis, acredito que podem ser pintadas com tinta acrílica se misturada com verniz acrílico fosco.












terça-feira, 24 de março de 2020

FOTOGRAFIA DE FIGURAS - PARTE 1

Alguns aqui já tentaram fotografar suas figuras, correto? Mas como fazer isso de uma maneira legal? Vamos, ao longo de alguns artigos (posteriormente vou lincar os mais antigos no atual) mostrar algumas fotos e discorrer sobre  técnicas.

USANDO O CELULAR

Os celulares de hoje contam já com muitos recursos técnicos, então minha sugestão é que cada um leia o manual do seu. Aliás, sempre que me perguntam se eu tenho algum livro pra indicar eu falo: 
Leia o manual da sua máquina, está tudo lá. Depois você compra qualquer livro que quiser sobre o assunto.
Vamos então ao básico, que é apontar, enquadrar e clicar. E pra isso você (novamente) lê o manual e olha muita foto, muita mesmo.
Uma boa foto se resume a correta exposição, enquadramento e composição. 
A primeira o celular pu câmera fazem automaticamente, mas é possível intervir (novamente leia o manual). 
Já o enquadramento vai depender do seu senso estético e por isso a análise de fotos é importante. Basicamente é colocar o elemento principal, a figura, de modo que se destaque, normalmente em primeiro plano, mais para esquerda quando há  um fundo.
Para compor a foto você usa tudo do enquadramento, mas pensando em colocar as coisas armoniosamente, de modo que o a figura fotografada seja o elemeto principal, e não o cenário. Claro que se o o bjetivo é mostrar seu diorama, uma foto mais aberta, mostrando o contexto, é o que deve ser feito.

Na foto abaixo podemos notar:

    Elemento principal em destaque;
    Está à esquerda;
    Está preenchendo o quadro de cima a baixo sem cortes e com as devidas sobras;
    O fundo, embora se destaque, neste caso ajuda a compor o cenário.


Foto sem tratamento algum.



Tratada com aplicativo (esta no Instagram)


Fiz com um celular, tratei pouquíssimo a imagem, mas o grande lance foi a contra-luz. Outra coisa foi ter colocado em cima de uma mesa, na borda e na rua, o que me deu o fundo além da casinha bem descocado. A captação da luz foi automático, mas você pode controlar isso na tela em muitos modelos (olha o manual...). Outra coisa foi colocar a objetiva no plano mais baixo possível, e pra isso eu girei o celular. Assim a “lente” ficou no “chão”.

Bom, é isso por enquanto. Lembre-se que a persistência leva à perfeição. Então tente e tente, refaça, até obter o que deseja.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

JANGADAS DO ACAMPAMENTO ÍNDIO CASABLANCA

Amigo meu pediu pra fazer umas jangadas iguais às antigas Casablanca que vinham nos conjuntos de acampamento índios. Passou-me as medidas de uma original e consegui fazer iguais usando madeira semelhante. Eis o resultado.
Espero  agora alguns remadores que adquiri. Mas também espero resposta de um artesão que possivelmente me fará cópias perfeitas. Vamos torcer pra que esta “fenix” renasça.




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

O PRIMEIRO FAROESTE NO CINEMA - 1903


1903: Primeiro faroeste no cinema

No dia 1º de dezembro de 1903 foi apresentado em Washington, nos Estados Unidos, o primeiro faroeste da história do cinema. "O Grande Roubo do Trem", de Edwin S. Porter, tinha apenas nove minutos de duração.

Der große Eisenbahnraub (picture-alliance/Mary Evans Picture Library)
O inventor americano Thomas Alva Edison foi o primeiro a fazer experimentos com imagens em movimento. Na Europa, os irmãos Auguste e Louis Lumière criaram a câmera de vídeo e, em dezembro de 1895, promoveram a primeira sessão pública, em Paris, com a exibição de dez filmes. A sucessão de imagens projetadas na tela contava histórias: era o nascimento do cinema.
Por serem mudos, os primeiros filmes podiam ser vistos em qualquer parte do mundo. Em pouco tempo, a invenção europeia conquistou o Novo Mundo.

Enredo rudimentar
As cópias eram feitas no laboratório de Thomas Edison, onde trabalhava um certo Edwin S. Porter. O assistente de laboratório sabia editar fitas e manejar câmeras. Além disso, e o mais importante, possuía talento. Sua ambição era produzir um filme próprio, um filme norte-americano. No começo de dezembro de 1903, estreou, então, The Great Train Robbery (O Grande Roubo do Trem).
Sabine Gottgetreu, do Instituto de Ciências de Teatro, Cinema e Televisão de Colônia, conta que o filme tem entre nove e onze minutos, dependendo da versão. Apesar de rudimentar, narra uma história.
Porter retratou um acontecimento que todo americano podia entender naquela época. A ferrovia, que estava se instalando de leste a oeste do país, era uma questão de honra dos Estados Unidos no final do século 19. Não só transportava tudo o que fosse importante, mas também era o alvo preferido dos gângsteres. Ladrões como Jesse James, Sam Bass e Bill Doolin foram os personagens da história criminal na década de 1870.

"Happy end"
Agora, o público podia ver o que antes lia no jornal. Um bando de ladrões domina um chefe de estação, para o trem, rouba os passageiros e some. Mas não podia faltar um final feliz. A gangue foi cercada num bosque e presa.
Já nos seus primórdios, o faroeste incluiu personagens e elementos inconfundíveis: caubóis, cavalos, mulheres de saloon e muita natureza. Os nomes dos atores deste novo gênero que aí se iniciou, entretanto, não foram mais resgatados, pois o filme não tinha legenda nem caracteres. O cinema em si fascinava tanto que não precisava de estrelas, conclui Sabine Gottgetreu.

Fonte; https://www.dw.com/pt-br/1903-primeiro-faroeste-no-cinema/a-678572


PINTURAS - SET 14 DE ÍNDIOS TSSD

Estes índios são da americana TSSD ( https://www.sdsoldiers.com/ ) e vem em cor marrom, evitando assim que se precise pintar a pele. Nestes tentei caprichar o máximo, colocando bastantes detalhes.










ALEGRIA DE INFÂNCIA

Uma imagem para os que tiveram uma infância brincando com o Forte Apache.


CURIOSIDADES DO OESTE - JACOB C. MILLER

Jacob C. Miller (4 de agosto de 1840 - 13 de janeiro de 1917) foi um soldado da companhia K, 9º Regimento de Infantaria de Indiana. Ele foi ferido na cabeça perto do Campo Brock na Batalha de Chickamauga na manhã de 19 de setembro de 1863. A bala bateu na cabeça de Miller, mas felizmente o projétil não penetrou no crânio. 

Este extrato é de um jornal contemporâneo: "Seu nome é Jacob Miller e desde 19 de setembro de 1863, ele vive com uma ferida de bala aberta na testa. Por vários anos, a bala permaneceu em sua cabeça, mas ela caiu pedaço por pedaço. Acredita-se que agora nada dela permaneça na ferida. Durante o tempo em a bala estava na cabeça, às vezes produzia um estupor, que às vezes durava duas semanas, sendo geralmente quando ele pegava frio e produzia mais pressão sobre o cérebro. Outras vezes, um delírio o assaltava e ele se imaginava novamente em piquete e vagava para frente e para trás em sua batida, uma vara em seu ombro como um mosquete, um objeto lamentável do sacrifício pela liberdade. Como esses pedaços de chumbo gradualmente se soltaram e caíram, ele recuperou sua saúde habitual e agora está com 78 anos, um dos mais, se não o mais notável sobrevivente da guerra civil."

Fonte: Perfil de Sidnei S. da Silva (A Conquista do Oeste (Figuras Forte Apache e Afins) 
https://www.facebook.com/groups/1390677911014690/


Outro Jacob C. Miller consta como herói da Gerra Civil. Ele recebeu a Medalha de Honra do Congresso americano e nasceu em 4 de agosto de 1840, falecido em 13 de janeiro de 1917.

Detalhes no site https://www.omaha.com/lifestyles/a-tale-of-two-jakes-how-a-nebraska-medal-of/article_15896479-d0db-5983-bfb9-dae83d03f2ba.html


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terça-feira, 30 de outubro de 2018

O ATAQUE A AGÊNCIA LOWER SIOUX

Contribuição do nosso amigo Sidnei Eduardo Maneta, postada recentemente no grupo "A Conquista do Oeste". O texto é livre tradução de um capítulo do livro Forts of the American Frontier (1820-1891), um livro ricamente ilustrado de de Ron Field.



Por volta do meio-dia de 18 de agosto de 1862 ocorreu a primeira escaramuça entre os guerreiros indígenas e os soldados americanos na Insurreição dos Dakotas. Foi no local de travessia de balsa conhecido como Redwood Ferry. A guerra começou cedo naquela manhã com o ataque surpresa à agência Lower Sioux ou Redwood. As notícias dos ataques chegaram ao Forte Ridgely, cerca de 18 quilômetros abaixo do rio, às 8h30 da manhã, quando refugiados feridos começaram a chegar ao forte. O capitão John S. Marsh, então no comando do Forte Ridgely, decidiu levar 54 homens, o intérprete Peter Quinn, e um dia de rações para a agência e investigar os acontecimentos. Eles partiram do forte às 9h da manhã.




Estes soldados eram em sua maioria formada por jovens, meninos das fazendas do condado de Fillmore, no sudeste de Minnesota. Agora eles eram soldados "voluntários" da Companhia B do Quinto Regimento de Minnesota, guarnecidos em Forte Ridgely. As atividades no forte eram rotineiras naquela manhã quente e úmida de 18 de agosto de 1862. Então J. C. Dickerson, dono de um comércio na agência Lower Sioux, chegou correndo aos gritos: "Os índios estão atacando Redwood!". Então, o capitão John S. Marsh ordenou ao garoto da bateria (tambor) Charles Culver para soar um longo rufar de tambor. Os homens foram selecionados, equipados com quarenta cartuchos de munição e despachados para Redwood. Marsh e o intérprete norte-americano Peter Quinn, ambos montados em mulas, lideraram a coluna. Quatro carroças puxadas por mulas, trazendo a ração de um dia, rapidamente os alcançaram. Para acelerar a viagem, os homens subiram nas carroças. Um ar de excitação cercou os inquietos e inexperientes soldados, a maioria dos quais só estava em serviço a cerca de seis meses. Marsh, um jovem oficial corajoso, havia lutado com um regimento de Wisconsin na primeira batalha de Bull Run, mas este seria seu primeiro confronto com índios em guerra.



Ao longo da estrada para a agência Lower Sioux, os soldados encontraram muitos cadáveres de civis que haviam sido mortos recentemente. Encontraram também grupos de colonos aterrorizados fugindo para a segurança do forte Ridgely. Do outro lado do horizonte, colunas de fumaça das cabanas em chamas dos colonos tocavam o céu. A seis quilômetros do forte, os homens passaram pela casa do médico da agência, dr. Humphrey, que estava em chamas. Os corpos massacrados de Humphrey e de sua esposa se estendiam nas proximidades, junto com o bebê que também estava morto. Mais um quilômetro e meio a frente, as tropas encontraram um homem ferido por um "Tomahawk" (machado de guerra), quase morto. Na Colina de Faribault, quase cinco quilômetros de Redwood, a estrada para carroças descia da pradaria alta. Ao longo do trecho descendente, quatro pessoas que tinham sido recentemente assassinadas foram encontradas. No sopé da colina ficava a cabana, que abrigava uma dúzia de mulheres e crianças a caminho do forte. Lá, o rio fazia uma curva acentuada para o leste por uma curta distância, e um pequeno riacho se estendia por todo o amplo terreno, coberto de grama alta. No riacho, mais quatro corpos foram encontrados.



A visão da crueldade da guerra causou um mal estar nos jovens soldados. O intérprete Peter Quinn afastou seu cabelo branco do rosto e disse: "Isso é guerra em sua plenitude". O capitão Marsh pensou diferente: "Provavelmente um pequeno bando de renegados." Os soldados seguiram a pé em uma fila única. Na grama alta eles encontraram mais dois corpos. Os braços e as pernas de um dos homens foram decepados e enfiados em seu abdômen que também estava cortado. Alguns dos soldados se afastaram, enojados pela visão. O intérprete Peter Quinn identificou o cadáver. "Ele era o barqueiro responsável pela travessia da balsa no rio." Conhecedor da maneira de agir dos Sioux, Quinn observava com muita atenção os arredores. "Não gosto da aparência das coisas aqui", ele advertiu. O capitão Marsh ponderou brevemente. “Como oficial, não posso voltar atrás e deixar essas mulheres e crianças indefesas entre esse bando de índios e os soldados protegidos no forte”. O dever é um dever. Ele ergueu a espada e bradou aos seus comandados: "Todos, exceto os covardes, sigam-me." Os homens continuaram em fila indiana, passando por um celeiro à esquerda e a trinta metros à frente da casa do barqueiro. Outros duzentos metros adiante ficava o rio onde a balsa de fundo chato aguardava. Em ambos os lados da estrada, grama alta se misturava com matagais espalhados, intercalados com manchas de areia abertas deixadas pelo transbordamento do rio. Um matagal maior se estendia para o sul ao longo da margem do rio por cerca de três quilômetros, variando na largura. Do outro lado do rio, o penhasco era íngreme, sua face coberta por um espesso crescimento de árvores jovens e vegetação rasteira, e seu topo coberto por uma nuvem de fumaça marcando os restos das estruturas destruídas pelo fogo em Redwood.


Ao pé do penhasco, apareceu um único índio. “Esse é o Cachorro Branco”, disse o sargento John Bishop ao capitão Marsh. "Ele é da Agência Superior e não pertence aqui.". "Pergunte por que ele está aqui", o capitão Marsh instruiu o intérprete Quinn. "Apenas em uma visita por alguns dias", respondeu Cachorro Branco e continuou a pedir aos homens que cruzassem o rio com o barco: “Podem atravessar”. Ele pisou em um tronco e continuou: “Tudo está bem por aqui. Nós não queremos lutar e não haverá problemas”. “O problema é apenas entre os comerciantes e os índios. Venha e nós podemos nos reunir em conselho”. Como aquela caminhada tinha sido cansativa por causa do calor, o sargento Bishop desceu até a beira do rio para beber água. Ele notou que a água estava agitada e cheia de galhos e folhas. "Acho que estamos sendo cercados por índios que atravessaram o rio acima de nós", informou ele ao capitão Marsh. O sargento Bishop subiu num monte de areia e observou que havia pôneis balançando suas caudas em uma pequena ravina no lado oposto. Quando o Capitão Marsh perguntou a “Cachorro Branco” sobre os pôneis que ele havia visto no penhasco, um soldado voluntário chamado William Blodgett, que estava em pé na segunda fila da direita, após vislumbrar índios se movendo entre o riacho e o rio, gritou "Olha!". Cachorro Branco levantou a arma e disparou. Imediatamente, uma saraivada de tiros veio do mato na margem oposta. O corpo do intéprete Quinn caiu para frente e deslizou para o chão. A mula do capitão Marsh foi baleada, caindo no chão. Muitos dos homens caíram. Gritos cheios de medo encheram o ar quando os índios se lançaram em um ataque. "Voltem para a casa do barqueiro!" o capitão Marsh ordenou.



O soldado voluntário Blodgett, derrubado no chão na primeira saraivada, não conseguiu se levantar até tirar o cinturão de cartuchos. Uma bala entrara entre as duas costelas inferiores do lado esquerdo e se fixou perto da coluna vertebral do mesmo lado, causando um corte de cerca de quinze centímetros de comprimento. Ele então correu de volta pela estrada e encontrou um abrigo temporário na casa do barqueiro. Balas entravam na casa pela janela, então ele correu para o outro lado em direção ao celeiro. Lá ele encontrou o soldado John Parks, que estava muito ferido a ponto de não conseguir ficar de pé. O soldado Blodgett correu para o mato que continha um alto arbusto. Lá ele viu três soldados de costas para uma árvore. Quando ele pretendia se juntar a eles, um dos três homens caiu atingido por uma bala. Ele olhou na direção de onde a bala veio e viu um índio recarregando sua arma. O soldado Blodgett mirou rapidamente e disparou contra o índio. O Sioux caiu. Blodgett recarregou com a munição do cabo Joseph Besse e mais uma vez se embrenhou no mato, encontrando outro soldado de nome Edwin Cole, cuja mão esquerda estava quebrada. Cole tomou o caminho à esquerda e Blodgett tomou o caminho à direita, caindo e rastejando na grama. Escondido neste local ele viu o tocador de flauta Ezekiel Rose tentado escapar de dois índios que o perseguiam. O soldado Blodgett continuou se rastejando por baixo de algumas trepadeiras selvagens. Escondendo-se lá, ele ouviu o soldado Cole gritar em grande dor. Os índios davam risadas e ofendiam o infeliz soldado gritando “Squaw”, que continuava implorando enquanto os índios o torturavam. Então vieram os sons de golpes com os machados “Tomahawk”, e o soldado Cole ficou em silêncio. No combate corpo a corpo, cada homem tentou lutar para sair do cerco mortal. O sargento Bishop se aproximou do local onde ficava a balsa apenas para encontrá-la cheia de índios. Embora ferido na coxa, ele conseguiu escapar entre a casa do barqueiro e o celeiro. Ele foi alvo de uma espingarda de cano duplo, mas o Sioux, disparando apressadamente, errou o tiro. Antes que o sargento Bishop pudesse usar sua arma, o soldado James Dunn, correndo atrás dele, atirou e o guerreiro índio caiu. Os dois soldados correram mais de 90 metros quando cinco índios saíram do meio da grama alta. "Corram para o mato!" gritou o capitão Marsh para seus homens. O par agora virou para o sul, pressionado por outros Sioux, e chegou aos salgueiros ribeirinhos. Os dois soldados correram e encontraram o capitão Marsh e outros treze homens. O ataque inicial durou apenas vinte minutos. Depois que os índios se aproximaram, tornou-se quase impossível que um soldado se juntasse a seu comando após ele ter sido separado dele. Os Sioux planejavam separar os soldados em pequenos grupos de dois e assim matar todos eles. Agora eles cercavam o mato, gritando e despejando chumbo de forma rápida.


Após o primeiro tiroteio, quase metade dos soldados do capitão Marsh caíram mortos. Quando os soldados tentaram recuar, eles foram atingidos pelas costas. O combate corpo-a-corpo seguiu-se quando os soldados procuraram freneticamente uma posição para se proteger do ataque. Eventualmente, os homens do batalhão de Marsh encontraram uma posição no meio do mato logo abaixo da balsa. Mas os índios continuaram a atirar no meio do mato durante várias horas. Por volta das 4h da tarde os soldados estavam quase sem munição e foram forçados a racionar suas munições com cuidado. Os soldados que conseguiram se esconder no meio do matagal estavam com sua porção de munição bem reduzida, não mais do que quatro balas para cada homem. O capitão Marsh decidiu que a única chance de escapar era atravessar o rio e escapar pelo lado arborizado. Ele ordenou a seus homens que nadassem no rio para que pudessem escapar. Marsh foi o primeiro a entrar no rio, ele levantou a espada e o revólver, entrou na água e quando estava no meio da corrente teve uma câimbra. Deu um grito e afundou. Ele acabou se afogando. Vários soldados tentaram salvá-lo, mas ele desapareceu. Durante a hora seguinte, os homens restantes se amontoaram sob a margem do rio, decidindo o que fazer. O sargento Bishop de apenas dezenove anos era o último oficial sobrevivente, então assumiu o comando. Como não havia mais som de tiros do lado de fora do matagal, os homens começaram cautelosamente a descer pela margem em direção ao forte Ridgely. Os Sioux, achando que os soldados tinham cruzado o rio, ficaram esperando para emboscá-los do outro lado. O progresso dos soldados foi lento; o sargento Bishop estava mancando e o soldado Ole Svenson estava tão gravemente ferido que teve que ser carregado. Quando escureceu, o sargento Bishop despachou dois soldados à frente para alertar o forte do desastre. A escuridão também encorajou o soldado Blodgett a se arrastar dolorosamente de seu esconderijo e ir ao rio para beber um pouco de água. Incapaz de continuar sua jornada à noite, deitou-se e dormiu. Ele acordou gritando por várias vezes "Não me abandonem". Ele “sonhou” que estava vendo o motorista da carroça ambulância, soldado Jack Fauver. Ao acordar, ele se lembrava dos índios e ficava novamente em silêncio. O soldado William Sutherland, que havia caído de bruços perto do rio, recuperou a consciência. Ele estava sem parte do uniforme manchado de sangue – camisa e calça, mas milagrosamente não tinham sido escalpelado como os outros soldados mortos. Uma bala entrou em seu peito, passou por um pulmão e saiu por baixo da omoplata direita. Ele se arrastou até o rio para tomar um drinque e encontrou um pequeno barco escondido, parcialmente cheio de água. Depois de esvaziá-lo com as mãos, ele empurrou lentamente o barco para a corrente, subiu nele e deitou-se no fundo.



Quando Bishop e seus homens ainda estavam a uns cinco quilômetros do forte Ridgely, ouviram um barulho e observaram certa movimentação mais à frente no meio do mato. Ficaram congelados. Depois de uma espera aparentemente interminável, o sargento Bishop descobriu quem estava lá. Era uma mulher que se levantou e disse: "Finalmente eu encontrei ajuda!" Então sussurrou: "Eu estou salva?". Próximo dela estava sua irmã com um bebê de colo. O grupo viajou junto, alcançando o forte Ridgely por volta das dez da noite. Mais tarde naquela noite, os soldados James Foster e Tom Pearsley também conseguiram alcançar a proteção do forte. Foster escapou da detecção ao se esconder sob uma ameixeira coberta de trepadeiras, ouvindo os gritos de exultação macabra dos Sioux que mutilavam e matavam seus camaradas desamparados e suplicantes. Ele saiu do esconderijo e depois de uma dúzia de passos, tropeçou em um corpo. Ele tinha a sensação de que não era um adulto morto, e então sussurrou: "Este é um dos garotos do forte!". O soldado Tom Pearsley, único sobrevivente de um grupo de quatro homens isolados em um bosque, também apareceu. Os soldados James Munday e Ambrose Gardner também retornaram naquela noite. O soldado Charles Beecher retornou dois dias depois. O soldado Ezekiel Rose foi encontrado vagando pela pradaria, perdido e quase morto pela perda de sangue causada por um ferimento no braço.




No dia seguinte, o soldado Blodgett, atormentado pela dor e torturado por mosquitos, com roupas frias e úmidas, além de faminto, continuava lutando para chegar ao forte. Uma vez ele tentou seguir caminho pela estrada, mas alertado pelo tilintar dos sinos dos pôneis indígenas, viu os índios à sua frente e retornou ao rio. Ele nadou ao longo da margem até encontrar uma saliência de arbustos e videiras para se esconder. Por volta da meia-noite, a menos de cinco quilômetros do forte, o soldado Blodgett entrou numa cabana saqueada, esperando encontrar comida. Enquanto mordiscava um osso com um pouco de presunto, ouviu uma batida na porta e um grito: "Se houver algum branco aí dentro, saia e vamos juntos para o forte". Era John Fanska, um sobrevivente ferido do ataque contra a agência indígena em Redwood. Os dois seguiram viagem juntos, descansando com frequencia. John Fanska conseguia ficar em pé mas cuspia sangue em decorrência de uma flechada nas costas; o soldado Blodgett se ajeitou e se levantou. Cerca de oitocentos metros do forte eles foram encontrados por outro soldado sobrevivente da emboscada. Este soldado gaguejou para Blodgett: "Meu Deus", "não pode ser, pois te vi cair uma segunda vez!". Naquela mesma noite, mais vinte e quatro soldados conseguiram habilmente retornar a segurança do forte. Quem também chegou foi o soldado Southerland que fora abandonado e navegou naquele barquinho que encontrou encalhado na margem oposta. Ao chegar no forte estava "magro, torto, manchado de sangue, seminu, com o aspecto de alguém que fora ressuscitado dos mortos." No local do emboscada, próximos da balsa de travessia, estavam esparramados na beira do rio os corpos de vinte e quatro soldados voluntários, com a areia da borda e as águas do rio encharcadas com o sangue deles. Exceto pelo intérprete Quinn, estes soldados eram apenas jovens, com toda uma vida ainda pela frente. Mas não havia nenhum covarde entre eles. Em seu relato pessoal da batalha, o sargento John F. Bishop afirmou: “Algumas das coisas que vimos naquele dia são muito revoltantes para se comentar; meu sangue gela ao pensar nelas”.